Meses de espera, polémicas de trailers, rumores e mentiras sobre participações no especial... A expectativa de milhões de pessoas era imensa e, finalmente, dia 23 de Novembro no exacto dia em que Doctor Who celebrou os seus 50 anos, estreou o especial "The Day of the Doctor".
Estando a ser transmitido em simultâneo em 94 países (deixando de fora Portugal...), quer em televisões quer em 1500 diferentes salas de cinema, foi um dos maiores eventos de entretenimento do ano e fãs reuniam-se à volta do mistério que se levantara pela introdução do Doctor de Jon Hurt, no regresso de David Tennant e Billie Piper às suas antigas personagens e na interacção de todos estes elementos entre si e com o actual duo da série do 11th e da Clara, interpretados por Matt Smith e Jenna Coleman. A questão é... saíram satisfeitos?
A primeira coisa de que é preciso ter noção é a extrema dificuldade que Steven Moffat tinha ao escrever este guião... Tinha de arranjar maneira de colocar na história vários actores e vários personagens sem ter o especial a se tornar um sketch de reunião de antigos actores, afectando a qualidade da história que se pretendia contar. Era impossível escapar às críticas que esta pessoa ou aquela deviam ter sido incluídas ou que esta pessoa teria sido desnecessária ou que teria melhor uso mas tudo isso deveria ficar como detalhes mínimos e insignificantes no que no geral tinha de ser aceite de forma quase unânime como um especial digno, capaz de olhar para o futuro sem esquecer de homenagear o passado. E no fim, Steven Moffat conseguiu precisamente isso...
Já fomos habituados pelo showrunner escocês a ficar agradavelmente confusos em histórias por vezes desnecessariamente complexas mas com um toque de genialidade por trás. Moffat é um fã da série capaz de rivalizar com qualquer outro e todos os anos que passou a adorar Doctor Who foram perfeitamente canalizados ao escrever o guião do que ele sabia ser o episódio mais importante da sua carreira à frente das rédeas do programa. O episódio consegue com sucesso apresentar um novo rumo para a série e ter uma gigantesca quantidade de momentos colocados apenas para a delícia dos fãs mais informados sobre a história do Doctor nas suas anteriores incarnações.
A primeira coisa de que é preciso ter noção é a extrema dificuldade que Steven Moffat tinha ao escrever este guião... Tinha de arranjar maneira de colocar na história vários actores e vários personagens sem ter o especial a se tornar um sketch de reunião de antigos actores, afectando a qualidade da história que se pretendia contar. Era impossível escapar às críticas que esta pessoa ou aquela deviam ter sido incluídas ou que esta pessoa teria sido desnecessária ou que teria melhor uso mas tudo isso deveria ficar como detalhes mínimos e insignificantes no que no geral tinha de ser aceite de forma quase unânime como um especial digno, capaz de olhar para o futuro sem esquecer de homenagear o passado. E no fim, Steven Moffat conseguiu precisamente isso...
Já fomos habituados pelo showrunner escocês a ficar agradavelmente confusos em histórias por vezes desnecessariamente complexas mas com um toque de genialidade por trás. Moffat é um fã da série capaz de rivalizar com qualquer outro e todos os anos que passou a adorar Doctor Who foram perfeitamente canalizados ao escrever o guião do que ele sabia ser o episódio mais importante da sua carreira à frente das rédeas do programa. O episódio consegue com sucesso apresentar um novo rumo para a série e ter uma gigantesca quantidade de momentos colocados apenas para a delícia dos fãs mais informados sobre a história do Doctor nas suas anteriores incarnações.
A iteração entre os Doctors foi brilhante e provavelmente o argumento mais forte de todo o especial sendo que os melhores momentos ocorrem na masmorra da Torre de Londres e quando os três se reúnem decididos a activar o "The Moment" todos juntos. Tennant afirmou que precisou de ver DVD's da sua fase como Doctor para reentrar no personagem mas o regresso do 10th foi quase como se este nunca tivesse ido embora. A sua entrada e saída são tão fluídas e tão naturais que uma pessoa perde a noção que está a ver um regresso único e extremamente breve de uma das pessoas mais marcantes da história recente do Doctor e deixa-se levar como se de uma presença habitual (ainda) se tratasse.
A surpresa da presença de Tom Baker e de Peter Capaldi foram momentos de puro êxtase e que se encaixam perfeitamente numa série que vive sempre à base da sua continuidade (wobbly wobbly timey wimey). É sempre refrescante saber que nesta altura em que a informação é tão fácil de obter e de libertar ao público (seja exemplo a quantidade de revelações do especial de natal que o The Sun publicou e que eu me recusei a ler), saber que estas pequenas surpresas ainda podem existir. Que a produção pode preparar estes momentos sem que eles sejam arruinados meses antes por alguém à procura de dinheiro e vendas.
Toda a ideia que leva à reintrodução de Gallifrey nas equações da série é brilhante e mais um exemplo dos plots altamente paradoxais que Steven Moffat tem como marca pessoal. Foi necessária muita reflexão pessoal, muita discussão na internet e recorrer a todo o conhecimento que tenho da série para perceber como é que estes novos eventos se relacionavam, por exemplo, com tudo o que ocorreu no "The End of Time"*. No entanto, seria de esperar que um fã tão dedicado como o Moffat saberia o que estava a fazer e no fim, tudo acaba por se encaixar. Não exactamente de forma simples e linear mas é de Doctor Who que estamos a falar...
Se alguma crítica há a ser feita será que claramente o the Moment encarnou a forma do Bad Wolf apenas porque tinham de meter a Billie Piper de alguma maneira já que a tinham conseguido para o especial e, sem segundo lugar, a presença dos vilões Zygon acabou por ser bastante pouco ameaçadora e o verdadeiro foco do especial nunca foi à sua volta mas sempre com os eventos da Last Great Time War que assombrava o Doctor desde o seu regresso em 2005. Quanto ao primeiro ponto, perfonrmance dela acabou por ser excelente e deu aso a alguns momentos hilariantes (ex. "Sorry, did you just say Bad Wolf?"). Relativamente ao foco na Time War, acho que nem os fãs esperariam outra coisa que não a resolução final de o que até agora era um evento tão misterioso. Foi uma ideia brilhante de Russel T. Davies para dar uma nova dimensão ao programa no seu regresso mas realmente, 7 temporadas depois, não havia muito mais que ela pudesse oferecer. Isto permite um novo rumo, um novo objectivo, uma demanda que irá ser o foco da temporada que aí virá e a grande história por detrás do 12º Doctor, interpretado por Peter Capaldi, que dia 25 aparecerá pela primeira vez diante do mundo (com excepção das sobrancelhas).
No fim, trata-se de um especial de muita qualidade e capaz de satisfazer qualquer tipo de fã que a série tenha, do mais casual ao que tenha mais conhecimento de Classic Who. Um episódio para ver e rever múltiplas vezes que apresenta Doctor Who no seu melhor.
Os melhores momentos e detalhes deste especial são demasiados para conseguir listar aqui e abordar em detalhes pois poderia escrever um parágrafo sobre cada um deles. Claro que estou sempre disposto a discutir algo em particular com qualquer outro fã. De todos os modos, aqui vai uma pequena compilação de alguns dos grande momentos do "The Day of the Doctor".
Nota: Houve mais momentos que queria ter incluído mas não tive sucesso a encontrar. Quando o 11th acusa o 10th de usar "Sandshoes", quando o 10th pergunta "400 years, is that all it takes?!" e quando o War Doctor, na presenciando o beijo do 10th com a rainha pergunta "Is there a lot of this in the future?".
* Teria muito gosto de um dia explicar a minha visão sobre a forma como os eventos se encaixam para qualquer pessoa que tenha a mesma dúvida que eu tinha. (Ou de ouvir a de outros...)













Sem comentários:
Enviar um comentário