Como muita gente nascida na década de 90, o meu primeiro contacto com Doctor Who foi através do episódio "Rose", que marcou o renascer do programa em 2005 com o Christopher Eccleston no papel de 9th Doctor. Atraído pelos teasers que a Sic Radical passava frequentemente, decidi dar uma oportunidade a este programa logo no seu dia de estreia em Portugal. Não há dúvidas que primeiro episódio não foi envelheceu muito bem comparado até com alguns episódios da Classic Series e dificilmente podemos comparar um grupo de manequins, que se movem de forma tão lenta que qualquer criança a num pequeno sprint seria capaz de escapar ao seu ataque, à qualidade de vilões futuros mas, como primeiro contacto, apresentava um conceito interessante e por isso despertou imediatamente a minha curiosidade. Chegando ao fim da história dos episódios "The Empty Child"/"The Doctor Dances", a qualidade da série é inegável e a obsessão começa a crescer...
A transição para o Doctor do David Tennant não foi de modo nenhum pacífica. Eu não conhecia a história da série e o conceito de regeneração para mim era completamente novo. Eu tinha passado a adorar a série com o Eccleston e não acreditava que alguma vez o conseguissem substituir (ou até porque haveriam de o fazer). Escusado será dizer que pelo fim do especial de Natal, o Tennant já me tinha convencido e ainda hoje afirmo com orgulho que o 10th é o meu Doctor. Foi também por esta altura que com algumas pesquisas na internet me comecei a aperceber da história e dimensão da série. A partir daqui, passei a ler sobre os Doctors e Companions do passado e a relacionar esses dados através da continuidade com os episódios mais recentes, e todo esse universo rico e complexo só aumentou ainda mais o meu fascínio e adoração por esta história e por estas personagens.
Depois disto, o resto do meu percurso é como o de qualquer outro whovian. Vi os episódios, ri com a comédia, chorei com as despedidas (admito que por vezes, de forma literal), "odiei" o novo Doctor apenas para o adorar imediatamente a seguir... e assim segue até hoje. Recentemente comecei a ver os episódios da série a partir dos anos 60 e encontro-me agora a meio das aventuras do 2nd Doctor (interpretado por Patrick Troughton) e espero ainda me aventurar nas histórias em formato áudio se conseguir um local onde tenha acesso gratuito a estas.
Concluindo, desde que começou a era Smith/Moffat, a série está mais popular que nunca (o que se verifica até pela exibição do especial de 50 anos em 74 países, tendo batido o recorde do Guinness para maior transmissão simultânea de um drama televisivo na história) mas, apesar disto, ainda não atingiu grande dimensão em Portugal e um blog deste género e nesta língua é muito difícil de encontrar. Fica assim a minha contribuição para este ainda pequeno nicho e apenas desejo que possa por vezes dar uma perspectiva diferente num tópico relacionado com aquela que para mim é a melhor e maior série de ficção científica de todos os tempos, esta série inexplicável* e provocadora de todo o tipo de emoções, esta série que posso dizer que mudou verdadeiramente a minha maneira de ver o universo e a nossa posição nele: Doctor Who.
Allons-y!
* A sério, tentem explicar esta série a alguém que nunca tenha ouvido falar nela e vejam a outra pessoa a questionar a vossa sanidade.
Nota Final: Os primeiros tópicos a serem abordados já se encontram definidos. Todos relacionados com o último mês, no qual Doctor Who celebrou os seus 50 anos.
- O episódio especial "The Day of the Doctor";
- O especial "The Five-ish Doctors Rebbot";
- O filme televisivo "An Adventure in Space and Time";
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