quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Tributo a Matt Smith


Neste dia de Natal, chega a altura de dizer adeus a Matt Smith, acto que ao longo dos últimos 4 anos tem tido o papel de interpretar o Time Lord mais famoso da televisão britânica. A saída de um Doctor é sempre um momento emocional (e emocionante) para qualquer whovian e não posso deixar de prestar uma pequena homenagem ao mais jovem actor a alguma vez assumir o papel.

Nessa mesma nota, é indiscutível que Smith tinha uma gigantesca pressão ao assumir o papel, talvez apenas superada por Patrick Troughton e por Eccleston que, à sua maneira, tinham o futuro e continuidade da série nas mãos. O caso de Matt Smith acaba por ser semelhante ao de Peter Davison quanto assumiu a quinta incarnação da personagem. Ambos foram o actor mais jovem no papel quando foram escolhidos para ele e ambos seguiram a versão mais icónica e adorada da personagem na suas respectivas eras. Matt teria a pressão adicional de uma audiência moderna que estaria muito menos susceptível a aceitar a mudança e o facto de ter havido pessoas a desejar um regresso de David Tennant como 12th Doctor apenas demonstra o nível de obsessão.

Eu próprio apresentei grande relutância à ideia que um actor tão jovem e com o aspecto de smith pudesse dar justiça ao papel mas em minha defesa a única foto que tinha dele era a seguinte:



Qualquer pessoa que tenha visto um episódio do 11th Doctor sabe que nada tem a ver com a pessoa presente nesta imagem. Temia que o Doctor se virasse para um lado mais dark... E num momento de total honestidade as palavras na minha mente foram "mais emo".

Mas o actor não demoraria muito a conquistar-me a mim e a todo o atento Whoniverse. "The Eleventh Hour" foi um episódio de estreia brilhantemente escrito e executado e permanece como um dos grandes episódios da sua era. 


E que era foi... Foi a cara do boom de Doctor Who na américa do norte e, consequentemente, a nível mundial algo que a BBC e Moffat apostaram bastante com o marketing e filmando muitos episódios em território americano. Estava presente no ano do quinquagésimo aniversário da série e, por isso, teve a sorte/honra de ser a personagem central para o especial a celebrar esse mesmo evento. Não há dúvida que Smith sai com a marca "Doctor Who" muito maior que quando lá entrou.

No papel Matt pode ser colocado entre os melhores Doctors de todo o panteão. O timing e delivery do humor é sempre soberbo, os seus discursos e momentos épicos têm uma escala inigualável e a sua performance enquanto actor nelas é extraordinária e reveladora de um grande talento. Exemplo claro disto é o discurso no episódio "The Rings of Akhaten" que se enquadra na que agora sabemos foi a sua última temporada na série. Como já referi no passado, é pena que nessa mesma temporada se tenha verificado a maior quantidade de episódios abaixo da média, contrastando com a temporada mais forte de Smith no papel. Ele já o tinha na pele. Felizmente já sairam comentários à imprensa que a actuação no episódio de natal (episódio que marca a sua final despedida e regeneração) é das melhores (aliás, o termo utilizado até foi "a melhor") que até agora apresentou. O tempo dirá mas o seu registo leva a querer que poderemos contar com o melhor.

A sua melhor habilidade foi conjugar um Doctor cada vez mais magoado e com o peso da idade e do passado com o corpo extremamente jovem e atitude a condizer da sua personagem. Smith definiu a ideia de um homem velho num corpo novo como ninguém e são vários os momentos em que este homem de 30 anos foi capaz de transmitir 1200 anos de experiência, conhecimento e (muita) dor apenas no seus olhos. Isto a um ponto que verdadeiramente não faria sentido escolher outro actor jovem para a próxima incarnação. A interpretação foi perfeita ao ponto obrigar a ter de escolher um próximo Doctor que fosse visivelmente mais velho. E esse é apenas um dos motivos porque achei brilhante a escolha de Peter Capaldi...

Por fim, referir Matt Smith, a pessoa. Começou como alguém que não tinha uma ideia muito concreta no que se iria meter mas não demoraria muito a perceber o quão único e grande era este trabalho. Matt começou a ver episódios antigos, actualizou-se na história e no universo canónico e isso foi também uma experiência nova para os fãs. Pela primeira vez, não vimos só uma pessoa a evoluir como actor mas vimo-lo a evoluir como Whovian. Smith despede-se da série como um fã genuíno e cheio de agradecimento e carinho pelo fãs que o seguiram durante estes quatro anos. O vídeo que fez a despedir-se com uma câmara e uns papeís foi digno de um filme romântico e visto, pelo menos por mim, como um gesto profundamente sentido e tocante.

  E falando nisso, queria terminar a referir o quanto os fãs têm carinho por ele. Se há uma coisa que esta fandom consegue ter é uma grande memória e um grande coração para quem vai. Quem verdadeiramente se deu a Doctor Who e mesmo após a saída nunca esqueceu, também nunca foi esquecido. De Hartnell a Tennant, de Susan aos Ponds. Nunca ninguém é esquecido e todos são eternamente apreciados. Matt Smith sabe, e se não sabe espero que se venha a aperceber de tal, que o afecto dos whovians por ele nunca vai desaparecer e que irá segui-lo até ao fim da sua vida, se ele assim o desejar.

Um dos grandes Doctors e um ser humano de igual calibre. Tal como o Doctor, seguiremos em frente mas nunca esquecendo o que ficou atrás. Desejos de grande sorte para o futuro e resta dizer...



sábado, 14 de dezembro de 2013

Top 10: Piores episódios de New-Who

Eu adoro Doctor Who, aliás, acredito que é escusado referir isso pois a mera existência deste blog abona nesse sentido. Adoro especialmente Doctor Who pós-2005 pois foi aí que conheci o programa pela primeira vez e foi o que desenvolveu a minha obsessão. No entanto qualquer pessoa que tenha visto todos, ou quase todos, os episódios das sete diferentes temporadas facilmente atestará que nem todos são exactamente bons. Na verdade, nem o mais dedicado fã esconde que há certas histórias que são profundamente dolorosas de ver. Com essa nota, passo a enumerar quais são, na minha opinião, os piores episódios de Doctor Who, pós reboot de 2005.

Não tinha a noção antes de investigar a fundo mas dei por mim a considerar uma lista de 15 episódios para fazerem parte do top 8, sendo que não foi considerado um único episódio da quarta temporada (Bom trabalho Doctor-Donna!). Um número bastante acima do que tinha previsto e que me obrigou a alargar o que originalmente era uma compilação de apenas 5 episódios. Disto isto, uma lista deste género é sempre altamente subjectiva e por isso não prometo que as minhas escolhas sejam exactamente as que todos os fãs esperam ver neste tipo de publicação. Quero apenas que no fim ninguém se esqueça eu não só gosto verdadeiramente desta série como a idolatro e vivo obcecado com ela.

Como menções honrosas queria referir "Rose" que não chegou a ser seriamente considerado por motivos sentimentais. Provavelmente o pior episódio da primeira temporada, acaba por ser o motivo porque eu e muitos outros na minha geração começámos a sentir interesso por Doctor Who. Pode não ter envelhecido bem, mas não há melhor introdução para esta personagem que agarrar alguém pela mão e exclamar "Run!"

8. Victory of the Daleks


Seria um episódio que marcaria a história recente da série. Não pela introdução de Winston Churchill ou pelo guião que, conjugado com o trabalho do Matt Smith, fez um excelente trabalho em fazer o Doctor parecer um lunático a tentar provar que tem razão... Não, ficaria recordado apenas por uma lista interminável de piadas que revolvem à volta do novo design, aliás, o novo multi-colorido design dos que são os mais icónicos vilões de Doctor Who. Um claro apelo ao mercado de brinquedos, dando às crianças ao uma maior variedade de diferentes Daleks para comprar, os "Rainbow Daleks", "Skittle Daleks" ou "Power Ranger Daleks" foram felizmente postos de lado para uma maior presença do design anterior.Quanto à reputação dos aliens, nunca voltou a ser a mesma...

7. Love & Monsters


O mais infame episódio de Doctor Who até hoje e que parece ser considerado tabu para a maioria da comunidade de Whovians e há que ser brutalmente honestos: É um episódio absolutamente... decente. Pode não ser a opinião mais popular mas acho que é um caso em que se fixou na mente das pessoas uma ideia exagerada do que realmente é a história e por isso já se encontram influenciados quanto ao episódio ao ponto de não verem mais nada. O monstro acabou por ser muito mal conseguido e por muito que queiramos culpar (ou aliás, desculpar) por ter tido origem na cabeça de uma criança, a verdade é que a produção seguiu uma ideia apenas baseada de forma geral com a ideia original. Isso e a ideia da "cabeça num bloco de passeio" são o motivo porque o episódio está nesta lista mas o conceito de um episódio Doctor-lite, que se centra à volta de pessoas normais foi inédito na altura (e seria aperfeiçoado em Blink) e os dois primeiros terços de Love & Monsters são perfeitamente dignos de fazerem parte de qualquer "bom episódio" de Doctor Who.

6. The Crimson Horror


Já referi no passado que Mark Gatiss, por incrivelmente brilhante que seja em Sherlock e no "An Adventure in Space and Time", nunca me convenceu nos seus episódios de Doctor Who. "The Crimson Horror" é mais um exemplo dessa linha de mediocridade. A ideia tem potencial, o casting foi muito bom e os melhores elementos do episódio são a filha tragicamente deformada pela sua cruel e manipuladora mãe e a presença do "Paternoster Gan", que sempre que surgem são puro entretenimento. Por outro lado, temos uma história que parece quase fora de lugar em Doctor Who moderno (e isso é dizer muito...) e que abre com o Doctor num estado semelhante a um Frankenstein coberto de tinta. Sempre que Mark Gatiss escreve um episódio, há sempre algo na sua progressão enquanto história e no pacing a que é contada que parece sempre ser a tentativa de pegar numa história de Classic Who e adaptá-la aos tempos actuais e os vilões que escolhe têm sempre algo de surreal com a excepção de "Cold War" (que esteve incrivelmente perto de ter a sua própria aparição na lista e não consigo deixar de pensar nele como partilhando esta sexta posição) pois lida com um vilão já existente no universo de Doctor Who. Se calhar simplesmente não sou fã da sua abordagem à série e não será a ultima vez que falaremos dele neste artigo...

5. The Lazarus Experiment


Não demorou muito a voltar a Mark Gatiss pois não? Desta vez como actor por isso a responsabilidade do falhanço do episódio não é sua. Na verdade, enquanto vilão até gostei bastante de o ver mas havia demasiado a falhar à sua volta. A família da Martha é a mais irritante de a de todos os companions (considerando que os miúdos do "Nightmare in Silver" não são mesmo a família da Clara) e a CGI que usaram no monstro em que Lazarus se transforma é das piores, senão a pior, que se viu na série. "The Lazarus Experiment" acaba por ser vítima de uma mistura de falta de bons momentos memoráveis com certos problemas impossíveis de esquecer. Mas não temam, Mark Gatiss ainda tem mais uma cartada a jogar...

4. Daleks in Manhattan/Evolution of the Daleks


É desejo generalizado dos fãs que os episódios de duas partes regressem a Doctor Who e por vários e válidos motivos. Aliás, até 2005, todos as histórias de Doctor Who eram repartidas em vários episódios e mesmo depois de isso ser a regra, havia algo de especial sempre que havia uma história de duas partes. Eram mais preparados, acontecia sempre algo memorável e eram sempre boas aventuras. A excepção a isto viria na forma de "Daleks in Manhattan/Evolution of the Daleks". O único falhanço das histórias de múltiplos episódios da era moderna não foi modesto. Uma criatura meio-homem meio-porco e a sua história romântica com a criação de um híbrido entre Daleks e humanos que até os próprios rapidamente perceberam que era um erro. Nunca foi tão fácil ao público ficar do lado dos Daleks. Há algum comentário social bem colocado na narração mas seria de pensar que na história do 2nd Doctor "The Evil of the Daleks", que eles já tivessem percebido que a ideia de misturar os factores humanos com o factor Dalek, resulta em desgraça.

A partir de agora entramos no top 3. A característica deste pódio foi a facilidade com que foi escolhido. São os únicos episódios de Doctor Who que eu genuinamente não apreciei enquanto os via e ficarei feliz se puder fingir que nunca existiram.

3. The Idiot's Lantern


Eu até gosto do Mark Gatiss... Acho-o o escritor e actor extremamente talentoso e reconheço-o como um fã dedicadíssimo de Doctor Who. No entanto, o seu episódio "The Idiot's Lantern" é profundamente fraco e tem dos vilões menos intimidantes e mais aborrecidos que já apareceram em qualquer episódio ao longo dos 50 anos em que a série existiu. Eu queria genuinamente ver a derrota do "The Wire" mas infelizmente apenas para que parasse de gritar "Hungry" porque ao criar um vilão sem história, sem personalidade, sem diálogo... sem nada basicamente, foi-nos dado apenas uma entidade para o Doctor derrotar de forma a que Mark pudesse inserir uma discreta referência à regeneração do 4th Doctor. Nem há muito mais a dizer sobre o episódio. "The Bells of St. John" também prenderia pessoas de forma semelhante ao The Wire mas em vez de uma televisão seria na internet e, não sendo de modo nenhum perfeito, revelou-se uma ideia mais inteligente... (peço desculpa)

2. Fear Her


Consigo imaginar o escândalo mas eu odiei tudo neste episódio. A antagonista, que verdadeiramente não pode ser designada como tal, acaba por ser a maior e mais decisiva falha com a história. Eu entendo a ideia da criança que se refugia na sua criatividade mas que quando esses demónios pessoais começam a ganhar vida se tornam perigosos e que nada é mais grave que uma criança magoada, assustada e com poder para agir mas para mim simplesmente não acho que funcionasse como motor de um episódio de qualidade. Actores muito jovens de qualidade são difíceis de encontrar e não acho que a protagonista tenha feito um grande trabalho. Não achei muita piada à brincadeira com os Jogos Olímpicos de 2012, mas não posso recriminar o episódio por isso. No fim, o tema com que estão a lidar é muito duro, brutalmente real e a moral é indicada na situação mas a execução foi absolutamente desastrada. "Fear Her" acaba por ser um título de grande ironia...

1. Journey to the Centre of the TARDIS


Matt Smith teve na sua terceira e última temporada o seu melhor e mais consistente conjunto de performance enquanto actor. Infelizmente foi também a temporada mais fraca desde que a série regressou do cancelamento de 1989 e o ponto mais baixo foi atingido no episódio que prometia aos fãs um olhar às muitas secções da TARDIS que geralmente nunca vemos. O que melhor o episódio teve foi mostrar num momento visualmente deslumbrante a apresentação do "Eye of Harmony" contido nos confins da nave e o Doctor a finalmente confrontar a Clara... E acaba aí. O grupo de irmãos que aparece na história são pessoas desagradáveis e más e acabamos por sentir que nenhuma redenção foi verdadeiramente atingida para todas as falhas e defeitos que são tão obviamente apresentados quando os apresentam pela primeira vez. Os zombies carbonizados de eles próprios tinham potencial de ser assustadores mas a justificação da sua existência, ou a falta dela, estragam o seu efeito quer como fonte de medo e de drama. A sala de recordações do Doctor poderia ter sido um momento de êxtase para todos os fãs mais atentos aos detalhes mas escolheram dar apenas uma arrecadação onde, por um motivo que me escapa, está destacado um livro gigantesco a detalhar os eventos que o Doctor mais luta para esquecer e dos quais procura fugir e onde, abrindo aleatoriamente, a Clara é capaz de aprender o nome real do Doctor. The oldest question in the universe hidden in VERY plain sight... O pior acaba por ser a revelação, a justificação e a resolução de tudo o que está a acontecer. A TARDIS explodiu por motivos nunca clarificados e o pior é que é suposto eu aceitar que aquela máquina é capaz de apanhar com o Titanic II ou sobrevive despenhar-se após explosão de grande parte do interior mas um "magno-grab" é suficiente para destruir um dos melhores exemplos de engenharia Time-Lord (apenas porque está em "Basic Mode"), e como estamos numa situação sem solução minimamente lógica, entra "deus ex machina" e vamos voltar atrás no tempo... de algum modo, para me avisar no passado, prevenir o que aconteceu e ninguém se lembra de nada. Alguém me relembra de qual era o problema de interferir com a sua história pessoal no "Day of the Doctor"?? Nada neste episódio é possivel de justificar com mais que um encolher de ombros e chega a ser insultuoso para o público que o vê. Há um certo limite até onde se pode usar o conceito de "Wibbly-Wobbly Timey-Wimey" e neste episódio é largamente ultrapassado. Na minha opinião, o pior episódio de Doctor Who.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

The Five(ish) Doctors Reboot

    Desta vez, vou tentar ser mais breve na minha abordagem apenas por dois motivos. Em primeiro lugar, porque o especial em si não tem uma grande duração e é suposto ser, até certo ponto, uma brincadeira da parte do Peter Davison. Depois, também porque a base do entretenimento neste especial é a surpresa das sucessivas aparências de várias figuras da história de Doctor Who.

     E aí mesmo se encontra o ponto mais forte deste especial. Para além de ter como figuras principais três dos quatro classic Doctors ainda vivos (a meu ver, Classic não inclui o filme de 1996) na sua demanda por fazer parte do especial de 50 anos a cargo de Steven Moffat, apresenta uma quantidade impressionante de pessoas das mais diversas eras do programa com a duração dessas mesmas aparições a variarem entre breves segundos e uns quantos minutos.


    Mas mesmo as aparições mais curtas possuem imensa importância. Uma pessoa sente que está a presenciar algo que representa tão bem, ou até melhor, toda a história de Doctor Who que o próprio especial a celebrar esse mesmo feito. É uma dramatização da importância que este programa teve na vida daqueles que nele participaram e a cada pessoa que aceitou participar assumiu isso mesmo. Cada momento em que uma cara familiar aparece é um momento em que nos apercebemos que é mais uma pessoa para o qual Doctor Who não foi apenas um trabalho mas algo que os marcou e pelo qual ainda nutrem carinho.

   O maior feito encontra-se na habilidade de criar uma ligação entre estes três ex-doctors e os fãs porque, afinal, eles inserem-se também nessa categoria. Eles querem imenso fazer parte de algo que nunca deixaram de seguir e de gostar e ser relembrados pelos que depois deles se juntaram à cada vez maior comunidade global de Whovians.

   O guião é excelente e cheio de momentos cómicos capazes de grandes gargalhadas. Os actores todos fazem deliciosas caricaturas de eles próprios e perante a "falta" de Classic Doctors na história de Steven Moffat, Peter Davison conseguiu um pequeno momento de glória numa história que é capaz de ser a melhor homenagem ao passado feita ao longo das celebrações dos 50 anos de Doctor Who.

   E talvez, apenas talvez, eles afinal tenham conseguido fazer parte do "The Day of the Doctor"...